Governo desonerará apenas pequenas operadoras do pagamento do Fust
quarta-feira, 28 de abril de 2010, 23h23
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Além dos R$ 6 bilhões de investimentos diretos que o governo pretende fazer para viabilizar o Plano Nacional de Banda Larga, há ainda um montante de R$ 5 bilhões em benefícios calculados para o setor, conforme já divulgado pelo coordenador do PNBL, Cezar Alvarez. O secretário de logística e TI do Ministério do Planejamento, Rogério santanna, aproveitou audiência na Câmara dos Deputados para detalhar o que estará dentro deste pacote de estímulo. Os R$ 5 bilhões não serão apenas para financiamento via BNDES das empresas dispostas a participar do PNBL. Neste montante está incluída a projeção da renúncia fiscal que o governo deverá fazer de impostos e encargos como contrapartida para que as empresas privadas atinjam o preço-alvo na oferta final de Internet aos consumidores, de até R$ 35.
Um dos pontos acertados é que o governo irá renunciar ao recolhimento de Fust pelas pequenas empresas, especialmente provedores de Internet, nas novas conexões de banda larga. Pelas projeções feitas, a fatia de contribuição dessas empresas no fundo é muito pequena se comparada às das grandes concessionárias, tornando viável a renúncia sem fortes impactos no caixa do governo.
Santanna descartou a possibilidade de a mesma renúncia no recolhimento do Fust ser concedida em benefício das grandes operadoras. "O impacto seria muito grande", afirmou. Há ainda a perspectiva de isenção de PIS e Cofins também com foco prioritário nas pequenas empresas.
Com relação às linhas de financiamento, o BNDES deverá conceder crédito às empresas para estimular a produção de equipamentos nacionais, a criação de cidades digitais e o fortalecimento de pequenos provedores no mercado de banda larga. A estatal que fará a gestão da rede pública - a mais cotada continua sendo a Telebrás - também poderá ter acesso aos recursos do BNDES.
Somadas as projeções de investimento na rede pública e a política de financiamento e renúncia fiscal, os R$ 11 bilhões de custo total do plano aos cofres públicos são sensivelmente abaixo das projeções apresentadas pelas teles para assumir o compromisso de levar Internet em banda larga a todo o país. A Oi teria apresentado ao governo uma planilha de custo na ordem de R$ 27 bilhões para o atendimento pleno em sua área de operação e a Sky, mais recentemente, informou que, com R$ 15 bilhões, poderia atender às metas completas do PNBL.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
quarta-feira, 28 de abril de 2010
KEPL3
China negocia terras para soja e milho no Brasil
Presidente da maior estatal chinesa do setor agrícola admite interesse em cultivar grãos no País e já investe em 40 países com atividades de produção
27 de abril de 2010 | 0h 00
Jamil Chade, CORRESPONDENTE, GENEBRA - O Estado de S.Paulo
A China quer garantir seu abastecimento de soja e milho comprando terras diretamente no Brasil. A maior estatal chinesa do setor agrícola negocia a compra de terras no Brasil para produzir soja e milho, em um investimento que promete ser de "centenas de milhões de dólares". A informação é do presidente da China National Agricultural Development Group Corporation, Zheng Qingzhi.
"Estamos em negociações", disse Qingzhi, que controla recursos de mais de US$ 2 bilhões por ano para investir na agricultura em todo o mundo. O presidente da Apex, Alessandro Teixeira, também confirmou o interesse chinês, dizendo que não via problemas diante do volume de investimentos. "São conversas preliminares. Mas eles estão de olho no Centro-Oeste, principalmente Goiás", disse Teixeira.
Com a chegada ao Brasil, a China amplia sua busca por terras para garantir o abastecimento à população. A constatação é de que, para alimentar 9 bilhões de pessoas em 2050 anos, os investimentos em agricultura terão de dobrar no mundo, o que já está fazendo vários países irem em busca de terras.
Mas o fenômeno da compra de terras no exterior vem causando polêmica, e entidades como a ONU começam a debater a criação de um código de princípios que países devem seguir. A preocupação é que a compra de terras crie obstáculos a populações locais e falta de acesso a terras.
No caso da China, a estatal que debate investimentos no Brasil está diretamente ligada ao Conselho de Estado. Com cinco anos, a estatal tem ativos de US$ 2 bilhões e 80 mil funcionários para promover a segurança alimentar da China. Dez mil funcionários da empresa já atuam no exterior, em pelo menos três continentes. "No Brasil, nosso interesse é investir em soja e milho", diz Qingzhi. Ele prefere não falar nem onde será o investimento nem o valor, por enquanto.
Global. A estatal está presente em 40 países com atividades de produção. Na Tanzânia, já detém 6 mil hectares, e Qingzhi garante que o governo local quer a expansão do projeto. Os chineses ainda investem no cultivo de frango e produção de ovos na Zâmbia e arroz em Guiné, Benin, Argentina e Peru.
No Senegal, os chineses investiram na pesca e têm a maior empresa estrangeira do país, com 2 mil empregados. "Não estamos apenas explorando, mas também treinando funcionários locais", diz o presidente da estatal, lembrando que também garante a transferência de tecnologia nas cidades de Benin.
Os chineses insistem que não estão apenas desembarcando para ocupar e que estão desenvolvendo projetos de doação de alimentos, construção de escolas e centros de saúde, como na Zâmbia." Respeitamos as leis locais e garantimos benefícios mútuos", diz o chinês. "Nossos investimentos promovem o desenvolvimento do país onde estamos aplicando", afirmou.
A estatal admite que a compra de terras tem uma dimensão política. Mas insiste que esses acordos "estabilizam relações diplomáticas".
Especialistas reunidos ontem na ONU indicaram que, de fato, o avanço de países em busca de terras tem a China como um dos principais atores. O safári produzido por Pequim na África chegou a assustar a FAO. Seu diretor, Jacques Diouf, alertou há poucos meses os governos africanos para o risco de um "neocolonialismo", desta vez pelos chineses. O que ele teme é que a produção seja inteiramente destinadas aos países que adquiriram as terras, sem levar em conta os interesses das populações locais, ou mesmo a adaptabilidade das terras. A China já comprou ou negocia terras no Congo, Zâmbia e Sudão.
PARA ENTENDER
Hoje, limite é de 3,8 mil hectares
A legislação atual permite que estrangeiros comprem terras na Amazônia Legal no limite de até 3.800 hectares, desde que tenham empresa constituída no Brasil.
A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou em outubro substitutivo do deputado José Genoino (PT-SP), pelo qual estrangeiros que adquirissem área superior a 1.140 hectares antes da aprovação do projeto poderiam manter as propriedades, desde que produtivas.
A matéria foi analisada em caráter definitivo pela Comissão de Constituição e Justiça, que o aprovou por unanimidade. Falta agora a votação do Senado.
"Estamos em negociações", disse Qingzhi, que controla recursos de mais de US$ 2 bilhões por ano para investir na agricultura em todo o mundo. O presidente da Apex, Alessandro Teixeira, também confirmou o interesse chinês, dizendo que não via problemas diante do volume de investimentos. "São conversas preliminares. Mas eles estão de olho no Centro-Oeste, principalmente Goiás", disse Teixeira.
Com a chegada ao Brasil, a China amplia sua busca por terras para garantir o abastecimento à população. A constatação é de que, para alimentar 9 bilhões de pessoas em 2050 anos, os investimentos em agricultura terão de dobrar no mundo, o que já está fazendo vários países irem em busca de terras.
Mas o fenômeno da compra de terras no exterior vem causando polêmica, e entidades como a ONU começam a debater a criação de um código de princípios que países devem seguir. A preocupação é que a compra de terras crie obstáculos a populações locais e falta de acesso a terras.
No caso da China, a estatal que debate investimentos no Brasil está diretamente ligada ao Conselho de Estado. Com cinco anos, a estatal tem ativos de US$ 2 bilhões e 80 mil funcionários para promover a segurança alimentar da China. Dez mil funcionários da empresa já atuam no exterior, em pelo menos três continentes. "No Brasil, nosso interesse é investir em soja e milho", diz Qingzhi. Ele prefere não falar nem onde será o investimento nem o valor, por enquanto.
Global. A estatal está presente em 40 países com atividades de produção. Na Tanzânia, já detém 6 mil hectares, e Qingzhi garante que o governo local quer a expansão do projeto. Os chineses ainda investem no cultivo de frango e produção de ovos na Zâmbia e arroz em Guiné, Benin, Argentina e Peru.
No Senegal, os chineses investiram na pesca e têm a maior empresa estrangeira do país, com 2 mil empregados. "Não estamos apenas explorando, mas também treinando funcionários locais", diz o presidente da estatal, lembrando que também garante a transferência de tecnologia nas cidades de Benin.
Os chineses insistem que não estão apenas desembarcando para ocupar e que estão desenvolvendo projetos de doação de alimentos, construção de escolas e centros de saúde, como na Zâmbia." Respeitamos as leis locais e garantimos benefícios mútuos", diz o chinês. "Nossos investimentos promovem o desenvolvimento do país onde estamos aplicando", afirmou.
A estatal admite que a compra de terras tem uma dimensão política. Mas insiste que esses acordos "estabilizam relações diplomáticas".
Especialistas reunidos ontem na ONU indicaram que, de fato, o avanço de países em busca de terras tem a China como um dos principais atores. O safári produzido por Pequim na África chegou a assustar a FAO. Seu diretor, Jacques Diouf, alertou há poucos meses os governos africanos para o risco de um "neocolonialismo", desta vez pelos chineses. O que ele teme é que a produção seja inteiramente destinadas aos países que adquiriram as terras, sem levar em conta os interesses das populações locais, ou mesmo a adaptabilidade das terras. A China já comprou ou negocia terras no Congo, Zâmbia e Sudão.
PARA ENTENDER
Hoje, limite é de 3,8 mil hectares
A legislação atual permite que estrangeiros comprem terras na Amazônia Legal no limite de até 3.800 hectares, desde que tenham empresa constituída no Brasil.
A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou em outubro substitutivo do deputado José Genoino (PT-SP), pelo qual estrangeiros que adquirissem área superior a 1.140 hectares antes da aprovação do projeto poderiam manter as propriedades, desde que produtivas.
A matéria foi analisada em caráter definitivo pela Comissão de Constituição e Justiça, que o aprovou por unanimidade. Falta agora a votação do Senado.
TELB4 - Importante
ECONÔMICAS
Plano nacional prevê isenção tributária
A última versão do Plano Nacional de Banda Larga, que será submetida, ainda nesta semana, ao presidente Lula, vai prever isenção de tributação para as empresas dispostas a fornecer internet rápida a preços populares. O governo quer que o país tenha internet a preços baixos e trabalha em uma linha de financiamento para as empresas parceiras superior a R$ 5 bilhões. Também vai criar normas de qualidade para o setor.terça-feira, 27 de abril de 2010
IBOVESPA - OLHO NAS NOTÍCIAS. NOSSOS OBJETIVOS PODEM MUDAR.
Análise: percepção de que crise se aprofunda na Europa afeta nosso mercado?
Recomendar!Por: Equipe InfoMoney
27/04/10 - 16h38
InfoMoney
SÃO PAULO – A forte reação dos mercados aos eventos recentes na Europa, com o rebaixamento, pela agência Standard & Poor´s, das classificações de risco da Grécia (perda de três níveis, para BB+, já abaixo da categoria de investimento) e de Portugal (dois degraus, para A-, o segundo pior da Zona do Euro) não chega a surpreender. O que é uma surpresa é como o mercado não parecia apreçar este fator de risco, já tornado evidente por muitos analistas, que já apontavam que a Grécia não resolveria a situação sem elevado risco de moratória.
Outra surpresa foi o silêncio das agências de classificação de risco (ao menos até agora) sobre outros países europeus também em dificuldades, como Espanha e Irlanda. O maior fator de risco da situação grega e do já aparente contágio em Portugal é que a situação se deteriore ao ponto de incluir economias de maior porte – leia-se Espanha – e colocar em risco a viabilidade do Euro como moeda comum.
Vale lembrar, porém, que, se as agências não se pronunciaram, o mercado já se moveu. O indíce IBEX-35 da Bolsa de Madrid registrou queda de 4,19% nesta terça-feira, a terceira maior do dia na Europa, somente menos intensa que os tombos de 6% e de 5,36% registrados em Atenas e Lisboa, respectivamente.
Maior percepção de risco
O primeiro impacto da notícia foi sobre ativos considerados de maior risco. Não chega a ser surpresa a reação que levou os CDSs (credit default swaps) de cinco anos da Grécia a um nível (próximo de 800 pontos-base) nunca visto desde a adoção do Euro e acima dos patamares atuais de Venezuela e Argentina. Vale destacar que níveis neste patamar embutem uma probabilidade de moratória de cerca de 46%.
Mas o impacto não ficou restrito à Grécia. Portugal registrou um aumento, de 45 pontos-base ou 14,6%, nos prêmios de CDS, assim como praticamente todos os governos europeus fora da categoria de risco AAA. Também bancos foram penalizados, não somente no sul da Europa, mas também na Grã Bretanha, Itália, Alemanha e França. O maior temor que o mercado tinha em relação à crise grega, o contágio para outros segmentos, parece estar ocorrendo.
Impactos no Brasil
Uma maior percepção mundial de risco também afeta o preço dos ativos no Brasil. Portanto, não é surpresa que o Ibovespa tenha caído e o dólar subido como consequência do nervosismo que tomou conta do mercado financeiro internacional nesta terça-feira. Este impacto pode ficar mais forte caso realmente se prove que outros mercados europeus também passem a sofrer do contágio grego. Caso a situação fuja do controle na Europa, dificilmente o mercado escapará de uma realização mais significativa.
No entanto, o cenário mais provável - de que a crise seja contida sem colocar em jogo a estabilidade do euro – pode não ser tão desfavorável ao Brasil no médio e longo prazo. Como ocorrido nas crises anteriores, o país pode, assim que o mercado mostrar mais tranquilidade, seguir recebendo fluxo de investidores estrangeiros, estes cada vez com menos opções para diversificar ao redor do mundo.
Mas uma coisa é certa: a volatilidade veio para ficar.
Recomendar!Por: Equipe InfoMoney
27/04/10 - 16h38
InfoMoney
SÃO PAULO – A forte reação dos mercados aos eventos recentes na Europa, com o rebaixamento, pela agência Standard & Poor´s, das classificações de risco da Grécia (perda de três níveis, para BB+, já abaixo da categoria de investimento) e de Portugal (dois degraus, para A-, o segundo pior da Zona do Euro) não chega a surpreender. O que é uma surpresa é como o mercado não parecia apreçar este fator de risco, já tornado evidente por muitos analistas, que já apontavam que a Grécia não resolveria a situação sem elevado risco de moratória.
Outra surpresa foi o silêncio das agências de classificação de risco (ao menos até agora) sobre outros países europeus também em dificuldades, como Espanha e Irlanda. O maior fator de risco da situação grega e do já aparente contágio em Portugal é que a situação se deteriore ao ponto de incluir economias de maior porte – leia-se Espanha – e colocar em risco a viabilidade do Euro como moeda comum.
Vale lembrar, porém, que, se as agências não se pronunciaram, o mercado já se moveu. O indíce IBEX-35 da Bolsa de Madrid registrou queda de 4,19% nesta terça-feira, a terceira maior do dia na Europa, somente menos intensa que os tombos de 6% e de 5,36% registrados em Atenas e Lisboa, respectivamente.
Maior percepção de risco
O primeiro impacto da notícia foi sobre ativos considerados de maior risco. Não chega a ser surpresa a reação que levou os CDSs (credit default swaps) de cinco anos da Grécia a um nível (próximo de 800 pontos-base) nunca visto desde a adoção do Euro e acima dos patamares atuais de Venezuela e Argentina. Vale destacar que níveis neste patamar embutem uma probabilidade de moratória de cerca de 46%.
Mas o impacto não ficou restrito à Grécia. Portugal registrou um aumento, de 45 pontos-base ou 14,6%, nos prêmios de CDS, assim como praticamente todos os governos europeus fora da categoria de risco AAA. Também bancos foram penalizados, não somente no sul da Europa, mas também na Grã Bretanha, Itália, Alemanha e França. O maior temor que o mercado tinha em relação à crise grega, o contágio para outros segmentos, parece estar ocorrendo.
Impactos no Brasil
Uma maior percepção mundial de risco também afeta o preço dos ativos no Brasil. Portanto, não é surpresa que o Ibovespa tenha caído e o dólar subido como consequência do nervosismo que tomou conta do mercado financeiro internacional nesta terça-feira. Este impacto pode ficar mais forte caso realmente se prove que outros mercados europeus também passem a sofrer do contágio grego. Caso a situação fuja do controle na Europa, dificilmente o mercado escapará de uma realização mais significativa.
No entanto, o cenário mais provável - de que a crise seja contida sem colocar em jogo a estabilidade do euro – pode não ser tão desfavorável ao Brasil no médio e longo prazo. Como ocorrido nas crises anteriores, o país pode, assim que o mercado mostrar mais tranquilidade, seguir recebendo fluxo de investidores estrangeiros, estes cada vez com menos opções para diversificar ao redor do mundo.
Mas uma coisa é certa: a volatilidade veio para ficar.
TOYB4 - Segura que vem muita coisa boa aí. Venho avisando que a subida será forte. Paciência faz parte dos grandes negócios.
TecToy
A Zeebo Inc., produtora do console homônimo desenvolvido pela parceria entre Tectoy (TOYB3) e Qualcomm, anunciou na última segunda-feira (26) dois novos executivos para gerenciar suas operações: Philip White e Brett Bissell.
Em nota, a companhia informa que White será o CFO (Chief Financial Officer) e vice-presidente sênior das operações da companhia, enquanto Bissell será nomeado vice-presidente e gerente geral da Zeebo Brasil. As ações da TecToy operam estáveis.
A Zeebo Inc., produtora do console homônimo desenvolvido pela parceria entre Tectoy (TOYB3) e Qualcomm, anunciou na última segunda-feira (26) dois novos executivos para gerenciar suas operações: Philip White e Brett Bissell.
Em nota, a companhia informa que White será o CFO (Chief Financial Officer) e vice-presidente sênior das operações da companhia, enquanto Bissell será nomeado vice-presidente e gerente geral da Zeebo Brasil. As ações da TecToy operam estáveis.
TELB4 - Olho grudadinho no book.
Seg, 26 Abr, 07h50
SÃO PAULO – Enquanto a bolsa brasileira consolidou sua trajetória negativa durante a tarde, as ações da Telebrás (TELB3, TELB4) seguiram trajetória contrária no final do pregão, acentuando seus ganhos até os instantes finais desta segunda-feira (26), em meio à expectativa de que a estatal poderá definir preços para o uso da fibra óptica instalada pelas companhias estatais e pelas operadoras privadas de telefonia.
Desta forma, as ações preferenciais da companhia fecharam com forte alta de 26,01%, sendo cotadas na venda a R$ 2,18, enquanto que os ativos ordinários subiram 22,78%, fechando em R$ 1,94 na BM&F Bovespa. Ambos os papéis terminaram o pregão com a cotação máxima alcançada no intraday.
Vale destacar ainda o volume de negócios registrado por TELB4. Com 12.509 negócios realizados nesta sessão, as ações preferenciais da empresa tiveram um giro financeiro de R$ 171,778 milhões.
Novidades
Nesta segunda-feira, o jornal Valor Econômico trouxe a notícia de que o governo, por meio da Telebrás, planeja definir os preços do uso da fibra óptica. O movimento faz parte do PNBL (Plano Nacional e Banda Larga) que vai restaurar a Telebrás e permitir que a companhia gerencia parte da infraestrutura de banda larga.
Com isso e a expectativa de que o PNBL seja efetivado nos próximos dias, com o decreto oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as ações da empresa de telecom disparam no mercado de ações do Brasil.
Vazamento de informações
Por conta disso, a Comissão de Defesa do Consumidor já anunciou que será realizada nesta quarta-feira (28) uma audiência pública para debater o vazamento de informações sobre a possível reativação da Telebrás. Para o deputado Indio da Costa (DEM-RJ), o forte fluxo de notícias não oficiais pode ter provocado a forte valorização das ações da companhia, que já acumulam mais de 35.000% de ganho desde o início do governo Lula, em 2002.
"O governo federal vem reiteradamente confirmando o interesse em recuperar a Telebrás para levar a prestação de serviços de internet por banda larga. No entanto, as notícias sobre a reestatização da empresa não são oficiais", frisou Costa, que ainda citou a reportagem publicada pelo Folha de São Paulo, na qual o ex-ministro José Dirceu teria recebido R$ 620 mil do principal grupo privado que será beneficiado, caso a telecom seja reativada.
A audîência ocorrerá às 14h30 (horário de Brasília) e ainda não tem local definido. Foram convidados para o encontro a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Alves Guerra, o ministro das Comunicações, José Artur Filardi Leite, o presidente da Telebrás, Jorge da Motta e Silva, o secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna dos Santos, e o presidente da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), Maria Helena dos Santos Fernandes de Santana.
SÃO PAULO – Enquanto a bolsa brasileira consolidou sua trajetória negativa durante a tarde, as ações da Telebrás (TELB3, TELB4) seguiram trajetória contrária no final do pregão, acentuando seus ganhos até os instantes finais desta segunda-feira (26), em meio à expectativa de que a estatal poderá definir preços para o uso da fibra óptica instalada pelas companhias estatais e pelas operadoras privadas de telefonia.
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Vale destacar ainda o volume de negócios registrado por TELB4. Com 12.509 negócios realizados nesta sessão, as ações preferenciais da empresa tiveram um giro financeiro de R$ 171,778 milhões.
Novidades
Nesta segunda-feira, o jornal Valor Econômico trouxe a notícia de que o governo, por meio da Telebrás, planeja definir os preços do uso da fibra óptica. O movimento faz parte do PNBL (Plano Nacional e Banda Larga) que vai restaurar a Telebrás e permitir que a companhia gerencia parte da infraestrutura de banda larga.
Com isso e a expectativa de que o PNBL seja efetivado nos próximos dias, com o decreto oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as ações da empresa de telecom disparam no mercado de ações do Brasil.
Vazamento de informações
Por conta disso, a Comissão de Defesa do Consumidor já anunciou que será realizada nesta quarta-feira (28) uma audiência pública para debater o vazamento de informações sobre a possível reativação da Telebrás. Para o deputado Indio da Costa (DEM-RJ), o forte fluxo de notícias não oficiais pode ter provocado a forte valorização das ações da companhia, que já acumulam mais de 35.000% de ganho desde o início do governo Lula, em 2002.
"O governo federal vem reiteradamente confirmando o interesse em recuperar a Telebrás para levar a prestação de serviços de internet por banda larga. No entanto, as notícias sobre a reestatização da empresa não são oficiais", frisou Costa, que ainda citou a reportagem publicada pelo Folha de São Paulo, na qual o ex-ministro José Dirceu teria recebido R$ 620 mil do principal grupo privado que será beneficiado, caso a telecom seja reativada.
A audîência ocorrerá às 14h30 (horário de Brasília) e ainda não tem local definido. Foram convidados para o encontro a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Alves Guerra, o ministro das Comunicações, José Artur Filardi Leite, o presidente da Telebrás, Jorge da Motta e Silva, o secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna dos Santos, e o presidente da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), Maria Helena dos Santos Fernandes de Santana.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Empresas dos EUA na Bovespa
Mercados
Deutsche Bank venderá ações de empresas dos EUA na Bovespa
23 de abril de 2010
O Deutsche Bank fechou acordo com a BM&FBovespa para oferecer ao investidor brasileiro a possibilidade de comprar no País ações de empresas de primeira linha dos Estados Unidos. Se o cronograma previsto pelos executivos envolvidos no negócio se confirmar, a aplicação já estará disponível no início do segundo semestre. No entanto, as pessoas físicas não poderão comprar os papéis diretamente no pregão da bolsa. Terão de investir por intermédio de um fundo. Isso porque as ações não chegarão ao Brasil pelas próprias empresas, mas sim pelo Deutsche Bank.
Tecnicamente, o que o banco alemão fará é comprar os papéis no mercado nova-iorquino e emitir aqui um recibo correspondente (como se fosse uma ação-espelho), chamado de Brazilian Depositary Receipt (BDR).
Nesses casos, a legislação brasileira permite que a negociação direta no pregão seja feita por instituições financeiras, fundos de investimento, gestores de investimento (asset managements) e corretoras. Fundos de pensão, como as pessoas físicas, também estão impedidos de comprar e vender diretamente.
O diretor da área de custódia do Deutsche no País, Ricardo Nascimento, afirma que, em um primeiro momento, serão negociadas no pregão da Bovespa as ações de 10 companhias americanas. Ele não revela os nomes, mas diz que são do primeiro time - tanto da Bolsa de Nova York quanto da bolsa eletrônica Nasdaq. Estão na categoria empresas como Microsoft, Coca-Cola, General Electric, Wal-Mart, Intel, IBM e Boeing. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
(com Agência Estado)
Nesses casos, a legislação brasileira permite que a negociação direta no pregão seja feita por instituições financeiras, fundos de investimento, gestores de investimento (asset managements) e corretoras. Fundos de pensão, como as pessoas físicas, também estão impedidos de comprar e vender diretamente.
O diretor da área de custódia do Deutsche no País, Ricardo Nascimento, afirma que, em um primeiro momento, serão negociadas no pregão da Bovespa as ações de 10 companhias americanas. Ele não revela os nomes, mas diz que são do primeiro time - tanto da Bolsa de Nova York quanto da bolsa eletrônica Nasdaq. Estão na categoria empresas como Microsoft, Coca-Cola, General Electric, Wal-Mart, Intel, IBM e Boeing. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
(com Agência Estado)
KEPL3
Esmagamento de soja nos EUA fica acima da expectativa do mercado
23 de abril de 2010 - 13:43h
Autor: Notícias Agrícolas
O esmagamento de soja no mês de março nos EUA ficou acima da expectativa do mercado, segundo divulgou na quinta-feira (22), o Census Bureau ( órgão que equivale ao IBGE no Brasil). De acordo com o levantamento, as indústrias norte-americanas processaram 4,25 milhões de toneladas de soja, 0,7% acima das previsões iniciais que eram de 4,22 milhões.
O número também ficou acima do registrado em fevereiro, período em que o volume processado foi de 4,19 milhões de toneladas e 7,7% superior ao de março de 2009, quando o processamento ficou em 3,92 milhões de toneladas.
23 de abril de 2010 - 13:43h
Autor: Notícias Agrícolas
O esmagamento de soja no mês de março nos EUA ficou acima da expectativa do mercado, segundo divulgou na quinta-feira (22), o Census Bureau ( órgão que equivale ao IBGE no Brasil). De acordo com o levantamento, as indústrias norte-americanas processaram 4,25 milhões de toneladas de soja, 0,7% acima das previsões iniciais que eram de 4,22 milhões.
O número também ficou acima do registrado em fevereiro, período em que o volume processado foi de 4,19 milhões de toneladas e 7,7% superior ao de março de 2009, quando o processamento ficou em 3,92 milhões de toneladas.
Notícia animadora
O número de casas novas vendidas nos EUA em março ficou acima do esperado pelo mercado, segundo o Departamento de Comércio americano.
Conforme o indicador divulgado nesta sexta-feira (23), o New Home Sales marcou vendas de 411 mil casas, mais que o revisado do mês anterior, que foi de 324 mil.
As expectativas também giravam em torno de 330 mil moradias.
Conforme o indicador divulgado nesta sexta-feira (23), o New Home Sales marcou vendas de 411 mil casas, mais que o revisado do mês anterior, que foi de 324 mil.
As expectativas também giravam em torno de 330 mil moradias.
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