MERCADO LIVRE

sábado, 7 de fevereiro de 2009

ESTR4

Paciência para algumas ações é a alma do negócio para determinadas ações.

Está muito barata e vai corrigir, vamos aguardar o belo dia, enquanto isto acompanhem as belas notícias.


06/02/2009 » 08:35
Estrela planeja fábrica de R$ 20 milhões em Sergipe


A fabricante de brinquedos Estrela está projetando a construção de uma unidade de produção em Ribeirópolis, em Sergipe. Carlos Tilkian, presidente da empresa, informou que ainda não definiu como o investimento, orçado em R$ 20 milhões, será financiado, mas acredita que deve contar com o apoio do Banco do Nordeste ou do Banco do Estado do Sergipe.

A fábrica na região foi planejada para atender a uma estratégia logística. “Para que a empresa tenha mais competitividade ao atender o consumidor do Norte e Nordeste”, disse o executivo. O empreendimento deve gerar cerca de 200 empregos e entrar em operação até o segundo semestre deste ano. A empresa também planeja reduzir as importações este ano.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

EPICURO

“Os grandes navegadores devem sua reputação aos temporais e tempestades.”

GRANDES EMPRESAS

As 10 companhias de maior prestígio no Brasil

1ª Petrobras

2ª Nestlé

3ª Natura

4ª Johnson & Johnson

5ª Sadia

6ª Banco do Brasil

7ª O Boticário

8ª Honda

9ª Volkswagen

10ª Microsoft

As campeãs em 25 setores

Alimentos: Nestlé

Bebidas: Coca-Cola

Beleza: Natura

Casa e Construção: Tigre

Distribuição de combustível: Petrobras

Educação: Sebrae

Eletroeletrônicos: Nokia

Energia: Petrobras

Farmacêutico: Bayer

Financeiro: Banco do Brasil

Hardware e Software: Microsoft

Higiene e Limpeza: Johnson & Johnson

Indústria Química: Bayer

Mineração: Vale

Mundo Digital: Google

Papel e Celulose: VCP

Pneus e Autopeças: Goodyear

Saúde: Unimed

Serviços: Correios

Supermercados: Pão de Açúcar

Telecomunicações: Embratel

Têxtil: Hering

Transporte: Embraer

Varejo: Lojas Americanas

Veículos: Honda

Sadia

Sadia tem quatro opções para arcar com dívidas
| 29.01.2009 | 09h00
Dívidas de curto prazo da companhia somam cerca de 1 bilhão de reais e apresentam custo elevado



Portal EXAME A Sadia conta com quatro opções para escapar da crise financeira em que caiu ao se expor excessivamente ao câmbio por meio de instrumentos de derivativos. A empresa confirmou à corretora Ativa que possui uma dívida de curto prazo de cerca de 1 bilhão de reais. O custo desses compromissos é alto - cerca de 125% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário - uma das referências para a formação de juros no Brasil). Segundo a Ativa, as opções da Sadia são: receber um aporte do BNDES, receber um aporte de outro sócio estratégico, vender ativos não-estratégicos (como imóveis, por exemplo) ou lançar ações no mercado.

Das quatro alternativas, a Ativa considera o aporte de capital de um sócio como o mais provável. Mas a preferência da corretora é pela ajuda do BNDES. Segundo a Ativa, o aporte de recursos é "potencialmente positivo para a Sadia, especialmente se a ajuda financeira vier através de um aporte de capital do BNDES". A injeção de recursos seria um modo de solucionar as necessidades de caixa da empresa neste ano, além de reduzir o tamanho da dívida. Em setembro, a dívida líquida da Sadia (obrigações menos recebíveis) correspondia a 3,4 vezes o seu ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização). A empresa não considera esse múltiplo preocupante porque dentro do setor de alimentos há outras companhias mais alavancadas. A própria Sadia, no entanto, informou que planeja reduzir a relação entre a dívida líquida e o ebitda para uma ou duas vezes - patamar em que trabalhava no passado.

Reportagem publicada pelo jornal Valor Econômico nesta quarta-feira diz que a empresa negocia um aporte de 1 bilhão de reais com o BNDES. A empresa confirma as negociações com o banco, mas desmente a informações sobre o total de recursos que poderiam ser injetados. Não seria uma surpresa se o BNDES liberasse recursos para a companhia, já que a diretoria do banco tem sinalizado sua disposição de socorrer empresas com problemas de liquidez, em meio à retração mundial de crédito. O BNDES viabilizou a fusão da Aracruz com a VCP (da Votorantim) - após os dois grupos terem registrado perdas com o dólar. A Santelisa Vale, uma das maiores produtoras de açúcar e álcool do país, também negocia um aporte do banco após perdas com derivativos. Além disso, o BNDES já possui investimentos no setor de frigoríficos após aportes no JBS-Friboi e Marfrig, entre outros.

Maior que o esperado

A Sadia foi uma das principais vítimas do salto do dólar desde o agravamento da crisefinanceira mundial, no último trimestre do ano passado. Assim como outras grandes companhias, a empresa possuía contratos de derivativos de câmbio que apostavam na queda da moeda americana frente ao real. Com a inversão da tendência e o repique repentino do dólar, os contratos passaram a gerar fortes prejuízos para seus signatários.

Quando divulgou as primeiras informações, em setembro, a Sadia estimava que suas perdas seriam de 760 milhões de reais. Uma estimativa da corretora Brascan, porém, aponta para uma cifra muito maior: 2,5 bilhões de reais em 2008. A própria empresa já reconheceu que as perdas serão superiores à projeção inicial, mas o total só será conhecido quando os últimos contratos de derivativos forem desmontados. Somente no terceiro trimestre, a Sadia sofreu perdas financeiras de 1,2 bilhão de reais.


O custo dessas operações foi alto. A Brascan acredita que o caixa da Sadia encolheu de 2,3 bilhões de reais ao final de setembro para 1 bilhão de reais agora. Por enquanto, essa redução de 1,3 bilhão de reais será apenas contábil, já que será lançada no balanço da Sadia do quarto trimestre (ainda não-divulgado), mas os contratos serão efetivamente liquidados durante o ano de 2009.

Por ora, a Ativa recomenda cautela em relação às ações da Sadia (SDIA4, preferenciais e sem direito a voto). A Ativa lembra que a empresa ainda corre risco de liquidez, e há a expectativa de que o balanço do quarto trimestre traga perdas financeiras superiores às registradas no terceiro quartil do ano.

Boa notícia para o crédito

Crédito está voltando ao normal no Brasil, diz Meirelles


31 de Janeiro de 2009 | 15:24

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Por Nichola Groom

DAVOS (Reuters) - As condições de crédito vão voltar ao normal no Brasil em dois meses com os esforços do governo para destravar os empréstimos, afirmou neste sábado o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

"O Brasil é um dos poucos países emergentes e em desenvolvimento que tem recursos para substituir o crédito internacional", disse à Reuters no Fórum Econômico Mundial.

"Podemos esperar que a oferta total de crédito, doméstico e internacional, estará normalizada em 30 a 60 dias."

A oferta de crédito doméstico já voltou aos níveis anteriores à crise, acrescentou.

O BC já informou que vai destinar até 20 bilhões de dólares das reservas internacionais para mais de 4.000 empresas brasileiras com dívida no exterior vencendo entre setembro de 2008 e o final deste ano.

Antes de a crise atingir os mercados emergentes, as companhias brasileiras estavam rolando a dívida e também obtendo mais empréstimos no exterior.

Meirelles afirmou ainda que espera que o país cresça mais que a média mundial em 2009.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

NA MINHA OPINIÃO A EMPRESA PRA SE INVESTIR ESTE ANO É:

TECTOY

No ano passado foi divulgada a seguinte notícia:
Tectoy faz parceria com a Qualcomm

Muitos não possuem noção do que isto significa, mas em breve saberão.

Então amigos, olho nela e é mais uma daquelas que entrou na super , super promoção da bolsa e agora é só aguardar.

Lembrando mais uma vez: Esta é a minha opinião.

Estudem TECTOY

( não tenho como saber se seus diretores farão "burradas" com derivativos , como fizeram os diretores da Aracruz e Sadia, também não tenho como saber se os diretores farão "mutretas" como os diretores da Agrenco fizeram, portanto expresso aqui apenas a minha análise em cima das perspectivas apresentadas pela empresa, sendo ela uma análise saudável ).

Ainda bem que a Casa&Vídeo não tem capital aberto. Já pensou?
Por isto ações é um investimento de risco , seja ela qual for a empresa.
Tenho hoje em dia a teoria de que tudo pode acontecer em QUALQUER EMPRESA, seja ela , qual for.

Então a dica é: Investir e rezar.

Bons negócios pra todos !!!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

VAGV4 - DIA 29, data muito aguardada pelos investidores da Varig. Olho nela, o avião pode decolar.

Varig cobra indenização no STF

Extraído de: Correio Forense
15 de Junho de 2008

O Supremo Tribunal Federal (STF) pode julgar neste ano processo que discute se a União tem de pagar indenização bilionária à antiga Varig por supostos prejuízos registrados pela companhia aérea devido ao tabelamento de preços de passagens aéreas durante os governos Sarney e Collor. O caso, que tramita na Justiça há mais de 10 anos e chegou ao STF em novembro do ano passado, tem como relatora a ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha.

Em março, a Procuradoria-Geral da República (PGR) opinou contrariamente ao pagamento de indenização à Varig. Conforme parecer assinado pelo subprocurador-geral da República Paulo da Rocha Campos, são "aberrantes" as decisões das instâncias judiciais inferiores que, desde 1992, reconheceram os pagamentos a 15 mil aposentados e pensionistas do fundo de previdência da companhia aérea, o Aerus. Para Campos, tais decisões não levaram em conta a realidade social dos governos e dos respectivos planos econômicos.

Política de estado

"Ou seja, se as perdas ocorreram em virtude de uma política estatal, suportada por toda a sociedade, não há que se falar em dever de indenização por parte da União", declara o subprocurador. "Há uma situação de fome, de sobrevivência mesmo. Este é um julgamento importante que, espero, não seja prejudicado com esse problema todo", afirma o senador gaúcho Sérgio Zambiasi (PTB). "Nada mudou sobre o assunto em si. Pelo contrário, o tribunal pode retardar o julgamento com essas denúncias de agora", diz Sérgio Dias, secretário de Previdência do Sindicato Nacional dos Aeronautas. Ambos pediram ao STF prioridade no julgamento do processo.

Ainda que o Ministério Público não reconheça o direito à indenização, os dependentes dos recursos da Aerus têm, do lado deles, um precedente do próprio Supremo. Em 1997, a Corte reconheceu o direito a ressarcimento por prejuízos decorrentes de planos econômicos à Transbrasil. A empresa buscava receber R$ 2 bilhões do governo Fernando Henrique Cardoso, mas aceitou pouco mais de R$ 700 milhões. O acerto não impediu a quebra da Transbrasil em 2001.

A Varig entrou em recuperação judicial em 2006, quando foi fatiada em duas bandas, uma boa, outra ruim. A parte saudável da empresa, as subsidiárias de cargas e de manutenção de aeronaves e as rotas foram vendidas para investidores. A Flex herdou as dívidas do antigo conglomerado, estimadas em R$ 8 bilhões. Os responsáveis pelo plano de recuperação esperam uma decisão favorável do STF para honrar as dívidas com o fundo de previdência.

domingo, 25 de janeiro de 2009

arcz6 - Olho nela sempre. Vejo como excelente oportunidade para o médio e longo prazo.

Rating em risco

Após a reação negativa do mercado à compra de 28,03% das ações da Aracruz ( ARCZ6 ) pela VCP ( VCPA4 ), as duas empresas voltam ao foco. Com a operação, a agência de classificação de risco Standard & Poor's colocou as notas "BB" da VCP em perspectiva negativa e o rating "brAAA" da Aracruz em creditwatch positivo.

TPIS3, abaixo de 1,30 , está em excelente ponto de entrada para o médio prazo, olho nela!!!

O resultado do leilão de concessão das rodovias paulistas, realizado em outubro, corre o risco de sofrer mais um revés. Na semana passada, as empresas BRVias e Ecorodovias entraram com recursos na Agência Reguladora de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) contestando a decisão de habilitação e inabilitação das propostas, anunciada no dia 6 de janeiro no Diário Oficial do Estado.
Das cinco vencedoras (BRVias, OAS, Odebrecht, Triunfo Participações e Investimentos e Brasinfra), apenas a BRVias foi reprovada no processo de homologação. Segundo a Artesp, o consórcio, formado por empresas do Grupo Gol, não atendeu aos requisitos do edital e não apresentou uma carta de financiamento exigida pelas regras. Com isso, praticamente perdeu a concessão da Rodovia Marechal Rondon Oeste.

Em meados de dezembro, reportagem do Estado mostrou a dificuldade da Comissão de Processamento e Julgamento das Propostas, sob comando da Artesp, de habilitar as empresas vencedoras do leilão. Um dos principais problemas seria a ausência de cartas de créditos nas propostas de Triunfo, Brasinfra e BRVias.

No recurso apresentado agora, o consórcio da Gol justifica que em seu Plano de Negócios considerou apenas dinheiro próprio e empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A pedido do governador José Serra (PSDB), antes do leilão, a instituição se comprometeu a financiar o programa de concessão.

Portanto, a carta que a Artesp exigia já teria sido entregue ao governo do Estado, alega a empresa. Além disso, conforme o recurso, o BNDES não apresenta carta para nenhum licitante. Exemplo disso é que todas as outras empresas habilitadas não apresentaram carta do BNDES, apesar de considerar financiamento do banco, diz o documento. Elas apenas entregaram uma carta de outras instituições comerciais afirmando que vão estruturar o empréstimo com o BNDES. Esse tipo de carta, diz a empresa, ela também tinha.

A BRVias não só entrou com recurso de defesa, como também atacou duas outras propostas habilitadas. Uma delas é a da Brasinfra, consórcio formado por Cibe (Bertin e Equipav), Ascendi e Leão & Leão, que venceu o trecho leste da Marechal Rondon. Neste lote a BRVias ficou em segundo lugar.

Nesse caso, a empresa faz uma série de questionamentos. Um deles é que o grupo técnico de avaliação das propostas teria identificado a ausência de, pelo menos, três cartas: de exequibilidade (que atesta a capacidade dos acionistas), viabilidade do projeto e de financiamento. Durante a diligência, a empresa apresentou os documentos, com exceção da carta de exequibilidade, porque a comissão não teria pedido.

Além disso, o recurso da BRVias argumenta que os documentos exigidos não poderiam ser incluídos após a abertura dos envelopes. Consultada, a Brasinfra afirmou que vai aguardar a publicação no Diário Oficial para falar sobre o assunto.

A proposta da Triunfo, que venceu a concessão da Rodovia Ayrton Senna-Carvalho Pinto, também foi questionada, tanto pela BRVias como pela Ecorodovias, a segunda colocada no lote. No primeiro caso, o recurso aponta para um parágrafo da carta de exequibilidade e viabilidade dada pelo Banco Votorantim, em que a instituição diz que "a análise se amparou em informações prestadas pela Triunfo, não respondendo o banco por qualquer informação que não seja exata ou completa".

Já a Ecorodovias questiona, entre outros pontos, a inclusão de documentos depois do prazo. A Triunfo disse que só fará alguma declaração depois de conhecer o teor do recurso.

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TCSL4 - Olho no book e em breve vai buscar os R$ 4,00

Decisão da CVM traz novas incertezas à TIM Brasil

23 de Janeiro de 2009 | 18:47


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Por Taís Fuoco

SÃO PAULO (Reuters) - A decisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de obrigar uma oferta pública pelas ações ordinárias da TIM joga dúvidas sobre o futuro da companhia e envolve todo o setor de telefonia celular brasileiro, já que pode afetar, indiretamente, a Vivo, maior operadora do país.

A TIM já enfrentou dificuldades nos primeiros trimestres de 2008 e acabou por perder o posto de segunda colocada no mercado em setembro, diante da agressividade da Claro. A companhia italiana promoveu mudanças em sua diretoria e começou 2009 com um novo presidente, o italiano Luca Luciani, que substitui o brasileiro Mario Cesar Pereira de Araujo.

A avaliação da CVM, divulgada nesta sexta-feira, leva em conta o fato de que o consórcio Telco, que assumiu a holding Olimpia em abril de 2007, passou a deter 24,5 por cento da Telecom Italia. A autarquia avaliou que a transação caracteriza controle indireto da Telco na TIM e, por isso, determinou uma oferta pública pelos papéis com direito a voto em circulação.

A Telco tem 10 dias úteis para recorrer ao colegiado da CVM. Analistas acreditam que o consórcio entrará com o recurso e que uma possível oferta pública possa levar até anos para acontecer.

A demora da CVM traz alguns questionamentos à decisão.

"Qual o preço justo para as ações da TIM, quase dois anos depois? E quem são os minoritários elegíveis para essa oferta?", pergunta a analista Jacqueline Lison, do Banco Fator.

As questões, na sua avaliação, podem causar "alguma controvérsia", já que os minoritários de dois anos atrás talvez não tenham mais os papéis hoje. Os acionistas atuais, por sua vez, já devem ter adquirido o papel após o consórcio Telco entrar no controle. "O mercado também mudou", pondera.

As dúvidas são compartilhadas pela analista Vera Rossi, do Morgan Stanley. "Se a oferta pública acontecer, qual deve ser o preço?", questiona em um relatório.

A analista do Fator fez cálculos com base no valor de mercado da TIM na época e sua participação no grupo Telecom Italia naquele momento. Pelas suas contas, a ação ON da TIM valeria 13,16 reais, o que gera um tag along de 10,53 reais.

"Se a oferta pública tivesse sido disparada na época, em abril de 2007, nem haveria prêmio porque a ON da TIM era cotada a 11,60 reais", lembrou Jacqueline. Além disso, ela pondera que o mercado de capitais é hoje completamente diferente do de dois anos atrás.

Os papéis com direito a voto da companhia fecharam em alta de quase 30 por cento na Bovespa. A TIM tem algo como 150 milhões de ordinárias no mercado, o que, ao preço desta sessão, levariam a OPA a pouco mais de 1 bilhão de reais.

PARA CVM, TELCO EXERCE CONTROLE DE FATO

O superintendente de registro de valores mobiliários da CVM, Felipe Claret, explicou à Reuters que, desde a compra da holding Olimpia pelo consórcio Telco em 2007, a autarquia iniciou o processo para analisar a operação.

"Foram pilhas e pilhas de papéis que recebemos dos minoritários, seus advogados, pareceres que eles encomendaram a especialistas. Foi uma decisão muito difícil e, por isso, demorou tanto", afirmou.

Após a análise, a superintendência chegou à conclusão de que "a sociedade Olimpia exercia poder de controle de fato" da Telecom Italia e da TIM e, por isso, a transação exige a oferta pelos papéis em circulação no Brasil.

A Telefónica, maior acionista do consórcio Telco, não se pronunciou sobre a decisão até o final da tarde desta sexta-feira na Espanha ou mesmo no Brasil. Uma fonte ouvida pela Reuters de Milão disse que a Telco estaria inclinada a entrar com recurso.

Caso acate a decisão, a Telco deve lançar o edital da oferta pública em 30 dias, explicou Claret.

REFLEXO NA VIVO

As ações da Portugal Telecom também subiram fortemente nesta sexta-feira, diante da expectativa de investidores de que a OPA faça com que as sócias da Vivo revejam a atual estrutura de controle --em que Portugal Telecom e Telefónica dividem o capital em partes iguais.

Caso a Telefónica amplie sua participação na TIM, poderá ter de optar por rever sua participação na Vivo, já que isso poderia levantar questões concorrenciais. A Vivo é a maior operadora do Brasil em número de clientes e a TIM, a terceira.

Quando deu seu aval ao negócio da venda da Olimpia, o órgão regulador brasileiro Anatel determinou um conjunto de 28 restrições para que TIM e Vivo mantivessem operações totalmente independentes no Brasil.

A Anatel vai aguardar informações da parte interessada antes de fazer qualquer pronunciamento sobre a decisão da CVM, segundo sua assessoria de imprensa. Procurada, a subsidiária brasileira da Portugal Telecom também não quis se manifestar.

(Edição de Daniela Machado)